O tão esperado momento…

24 04 2007

Chegou o tal momento tão esperado a relação de vocês. O Sexo. Vocês estão juntos a quase dois meses, namorinho de portão, beijinhos, carinhos, mãozinhas e toda vez que a coisa esquenta ou você ou ele logo saiam correndo ou jogavam uma cixa d’água bem gelada e tudo se esfriava. Mas não dessa vez.

A chuva torrencial cai lá fora, tudo conspira à favor de vocês. O filme nada muito agradável que vocês, juntos, escolheram na locadora do supermercado enquanto compravam comida-sem-gosto-mas-totalmente-necessária-à-um-casal- apaixonado(leia-se sushi ou pizza de mercado – devo expressar minha nada contra opinião aos dois?), os lugares no sofá da sala(sim, por enquanto o filme é na sala, você não quer deixar nada implícito, quer?!?), as colchas, o frio, os corpos. Ah! Os corpos. C-O-R-P-O-S, exalando, hormônios, cheiros e expressando gestos que dizem e exemplificam tudo mais que coordenadamente.

Na tensa(única) cena do filme, você o agarra o braço, ele também se assusta, vocês se olham, tensão rola entre vocês(tã-tã-tã – onomatopéia de música de suspense), o beijo ocorre, seus corpos são tocados pela intensidade dele. O sinal esperado. Agora, o filme será mais do que esquecido. Beijos de carinho passam à ardentes em questão de segundos. Respiração normal, à ofegante, à quase falta dela(afinal pra quê respirar?) é apenas uma conseqüência do momento.

Roupas são perdidas uma à uma, blusas, camisas, calças, sapatos, meias, até que só o que lhes restam são as últimas coisas que se colocam entre voês. É aí que você intimamente pensa no objeto do seu, é, suposto namorado.

Vai, você pode ter reações ao tamanho, mas se encolher no espelho da cama com as mãos no rosto e uma feição aterrorizante está fora de questão. Uma olhada(inha!) é aceitável, mas quebrar o clima numa hora dessas também não está no script.

Entrando num clima de descoberta e quase “cegueira”, vocês sem pudores algum tateiam o desconhecido, tentando desvendar os mistérios do outro, até que entram em um estágio de conhecimento já necessário e se entregam ao mistério deixando-se tomar por inteiro.

Durante o resto, nada é dito, apensa feito, externalizações de prazer são feitas ao susurrar de sons e de gestos mais que marcantes.

O prazer vai ao ápice. Súor, carinho, mordidas, abraços, frases soltas, respirações, sorrisos de prazer, arranhões nas costas, tudo que vocês tem direito ocorre na maior simplicidade. Vocês caem pro lado. Exaustos de tanto prazer e inundados por uma sensação maravilhosa de satisfação. Vocês se olha, se examinam e se abraçam completando o momento tão esperado. Adormecem e na manhã seguinte…

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One response

24 04 2007
Tereza

queridinho… tá de gozação comigo, né?

tu num sabes que eu tô na pira, meu anjo? hein?

que meu bofe [na nossa intimidade, “encaixe perfeito”] mora a 2000 km daqui? hein? hein?

o que queres fazer de mim, pobre apaixonada sozinha!!!

magoei. hunf!

[tudo isso pra dizer que o texto me sugou pra dentro dele.]

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