Filosofia de Cozinha…

30 03 2007

Hoje pela manhã após minha pirotecnia sentimental da madrugada recorrente, acordei com os olhos inchados. Mas não é sobre minha pirotecnia que venho a falar aqui, caro leitor amigo. E sim sobre a sessão “filosofia de cozinha” que recebi na cozinha pela minha empregada na hora do café da manhã!

Pela cara de quase-dramalhão-mexicano que estava ela começou a perguntar se estava tudo bem, e eu como não estava muito afim de papo, respondi que sim! O que gerou um comentário que não estava esperando.

Ela: Você está doente?

Eu: Não, é minha renite!(já querendo cortar o papo!)

Ela: Está doente sim, mas não é doente de doença do corpo não, é doente do coração.

Disse isso e saiu da cozinha como se tivesse profetizando algo diabolicamente maligno. Mas ela estava certa. Estava na minha cara estampado o estado-de-burrice ao qual me achava. Era devastadoramente desmascarado o motivo da pirotecnia.

Fui atrás dela para debater a anterior profetização. E ela começou a contar “causos”, histórias(ou estórias!), parábolas, entre outras formas de divertimento matinal que me mantiveram ali por quase que a manhã inteira ouvindo-a.

Disse que isso era normal, mas ninguém merece esse sofrimento(Meu Deus estou tão transparente assim? Sofrimento na cara, ai!), e eu sexo(ela sempre que quer me chamar de “sexy” confunde, ah Dal!) do jeito que so, posso arranjar alguém rapidinho!

Na cozinha das casas é onde a ação acontece. Ação em todos os quesitos. Seja ela, em cima da mesa, da cadeira, ou na cabeça das pessoas que lá estão, da cozinha quero dizer. Comidas, cheiros, fumaça, suor, pele, carnes, vegetais, beleza e “feiura” se misturam no melhor lugar da casa!

Nunca pratiquei a ação em questão na sua cabeça leitor na cozinha(é você sim está pensando nisso.), o que é uma pena, é claro. Alías acabei de lembrar(mas preferia esquecer!) que sim, eu já pratiquei. Paradoxalmente, eu nunca me lembro desse dia(já disse preferia esquecer!) por isso não conto como se fosse uma experiência válida!

Acho que em qualquer lugar da casa essas experiências são aceitáveis. Na sala, na cama, no chuveiro(isso faz parte de uma letra de brega! – sigo pensando em você – continuaremos pra não perder o ritmo da coisa!), na cozinha, vale, vale tudo, até sacada, mas deixemos essa pra uma coisa mais voyeristíca. Por enquanto, experimentar a casa, mesmo após minha pirotecnia sentimental da noite recorrente valeria a pena!

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2 responses

30 03 2007
Nica

Cara, pode crer, na cozinha eu tb tenho altos debates, pensamentos, reflexões, descobertas (ui!0 pqa moça q trabalha aki ta c a gente ha exatos 20 anos e sabe td ou praticamnete td da minha vida e me perebe em cada expressão, em cada palavra. Tipo, é minha mãe por opção, sabe?
Adoro. =]

30 03 2007
Tereza

na cozinha ainda não tive chance.

porta do banheiro, chuveiro, sauna, banquinho da churrasqueira, banco de trás do carro (ops, voltemos pra casa)… mas cozinha não deu ainda.

acho que o aspecto simbólico da cozinha, mais toda a miríade sinestésica que ela proporciona devem realmente trazer algo de especial. para qualquer vivência dentro dela.

=**

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