Carta à quem interessar…

7 03 2007

Alguma cidade do país em questão, do ano em questão.

À quem interessar,

Primeiramente deixe-me elucidar os motivos ou O motivo dessa carta, que sim é pra você em questão, é você mesmo. O motivo é sim nosso relacionamento pós fim de realcionamento. Complicado? Que nada, deixe-me explicar!

Você terminou comigo, certo? Certo(você deve responder isso nessa parte da leitura). Mas, continuamos como se fôssemos um casal, contando tudo um pro outro, dizendo pra onde vamos ou deixamos de ir, o que fazemos e tudo mais, com você sempre dizendo que devemos ser amigos e coisa do gênero, mas dói sabia?!?

Devo também te informar que sim, estou apaixonado por você e o fato de você ficar sem computador por um tempo e eu não poder falar com você estava sendo minha única forma de resguardo pessoal! Mas você ligou a televisão no CPU e acabou com minhas esperanças(mas íntima satisfação por seres inteligente ao ponto.) de que podia tirar você da minha vida, como amante é claro.

Podias, então, facilitar as coisas e te decidir. Continuar a me tratar como se fosse me dar uma “chance”(odeio essa expressão, é tão 5° série) algum dia ou bater em minha porta dizendo “me perdoa, eu fui um tolo!”, mas aí eu percebo que isso só acontece em novela das oito e filmes de Holywood.

Sim, você me disse que precisa se apaixonar pra poder ficar com alguém, né? Eu já fiz de tudo pra você se apaixonar por mim, e acho que é nisso que estou errando. A paixão(leia-se amor) entre duas pessoas vem com o tempo, tempo que quando percebestes que estava ficando grande resolvestes tirar a pilha do nosso relógio sentimental e fazê-lo parar.

Não quero que leia isso, ou que me responda, ou melhor quero, mas sei que se leres te perderei! E isso dói mais ainda só de pensar. Estou sendo melodramático, né? É bem verdade que sou assim às vezes, especialmente quando estou amando.

Ontem prometi a mim mesmo que te trataria como se fosse apenas um amigo comum, mas fiquei com remorso na manhã seguinte(odeio ser sentimental e sensível demais) em te tratar com tanta indiferença ou com quase-desprezo-matinal, que é oque faço com a maioria das pessoas pela manhã, menos com você!

Como toda carta manda, devo perguntar-te como estás(balaçado no momento, é o que espero que respondas), alías, não espero não. Até por que não lerás isso. É, não lerás. Ficará entre leitores e eu, somente.(e não incluo você na categoria de leitores).

Acabo de perceber que preciso dar um basta nisso, ou você “vai ou racha”, “fode ou sai de cima”, “vai pro fim da fila” ou outros ditados que ilustram muito bem o que quero dizer.

Já sei, vamos continuar de onde paramos e seguirá como sonham os idiotas-roteiristas-de-filmes-românticos-que-acabaram-com-a-minh-vida, me fazendo acreditar que sim, amores inesperados existem, e olha, odeio admitir, mas em off, tá? Eles têm razão, existe, quer um exemplo? Se olha no espelho, zé!

De quem não mais te interessa(ou não!)

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8 responses

7 03 2007
Moleka Doida

Ainda precisa dizer que me identifiquei com várias partes dessa carta?
Adorei! Meu Fernando Young… 😉

PS: Esse meu email não existe mais… foi só pro comment ser “autorizado”! 😛

7 03 2007
Calandrini

Eras meu amigo…
não sei o que falar mas eu espero que esse sentimento acabe logo pra que possas te abrir pra outra felicidade.

Abraços!

7 03 2007
JuDiva

O famoso “Tapa na cara com luvas”.

7 03 2007
Tereza

te convido pra entrar na comunidade (parenthetical aside) no orkut.

égua, escreves muito parecido comigo!

=**

e olha, melhor do que “ou fode ou sai de cima” é um que mamãe já me dizia nos meus treze:

–não quer?? tem quem queira. af!

8 03 2007
Comentador

Acredito que há tantas formas de amar alguém. Que nem sempre essas formas se encontram, e que muitas vezes as formas de amar não coincidem numa relação. Enquanto um ama de um jeito, outro quer amar de outro.
Mas o que acho mais importante nisso tudo é haver o amor, seja de que natureza for, o amor sempre faz bem, só precisamos trabalhar para afinar as formas de amar.
Nem sempre é fácil, muitas vezes pensamos impossível, mas isso só é verdade se existe amor de um lado apenas, o que não cabe aqui.
Tem gente que não sabe amar, tem gente que não sabe ser amado, tem sim. Luto todos os dias pra não cair em um desses abismos da alma.
Hoje quero acreditar que vamos sim conseguir sincronizar esse movimento de amar, no compasso mais seguro que há, aquele que embala grandes momentos entre amigos de verdade.

10 03 2007
Didi

Faltou o “ou caga ou desocupa a moita!”… Posso corrigir? =D
Tchamo…. Tô feliz q vc não vai mais embora assim tão de repente. =]~

21 03 2007
Cris

É claro que eu já tinha lido essa!
A verdade é que essa história de manter amizade pós-relacionamento não dá muito certo não. Sempre uma das partes vai continuar alimentando um tipo de sentimento, que é diferente da outra parte, que mesmo com a melhor das intenções pode fazer piorar as coisas, aumentar a mágoa e dar margem a muitos mal-entendidos, iludir… aff!
Só daria certo se a amizade, somente ela, restasse. E a gente sabe que nunca é assim…
Bjs baby

29 03 2007
haroldo

essas coisas fazem parte da vida =)

q bom q isso já passou… mas esse tipo de coisa vem pra gente aprender a ser sempre uma pessoa melhor…

e alem disso, a fila anda mesmo 😀

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