Sabe quando você está parado e não esperando que nada aconteça? Pois é. eu estava assim, e aconteceu. Numa noite fria, com você doente e coberto por um edredon e falando coisas que eu mesmo estava absorto em escutar. Não espera naquele momento voltar à prática da conquista do outro. Mas sem perceber fui eu mesmo, sem máscaras, sem virtudes exageradas, sem metáforas ou metonímias, sem expectativas e principalmente sem saber que tinha entrado novamente no jogo.
O que um pequeno café pode fazer com uma pessoa? Deixá-la acordada por muito tempo e viajando no imaginário. o que um telefonema pode fazer com uma pessoa? Deixá-la em estado de ansiedade por esperar uma coisa que, a príncipio, não deveria acontecer até segunda ordem dele mesmo.
O que fazer? Agradecer? Talvez sim. Mas porquê? Por ter me colocado de volta no jogo ou por ter me feito acreditar que sim, isso existe? As duas coisas. Ou todo o resto. Pela sinceridade, que depois veio numa tarde com um telefonema da sacada do apartamento dizendo à você que não, nós dois não estamos mais juntos ou que nós dois zeramos o contador. É, não houve momento na vida, pelo menos não até agora em que tenha sido mais sincero. Ao dizer não, mas querendo dizer sim. Uma enorme luta entre dois opostos, cabeça e coração. Pele e calor. Prazer e realidade. Eu e você.
Enram tempos diferentes e ainda são, mas ainda perduramos aqui, separados, juntos, de algum jeito estamos ou não estamos mais. Mas um dia fomos, ou ainda seremos o que queriamos em tempos diferentes, em vidas diferentes, em sacadas diferentes, em telefonemas diferentes, em corpos diferentes.
Despedidas tivemos, mas o pra sempre no nosso caso é bem diferente. Mas mesmo assim, OBRIGADO.
Ao que passou bem rápido
27 05 2008Comentários : 1 Comentário »
Categorias : Comportamento, chocolate