No restaurante da vida

15 05 2008

Meu amigo diz que ele é tri-sexual, ou seja, segundo ele, vai experimentar de tudo. Acho que ele vê a vida como se fosse uma salad bar onde a simplesmente olha, escolhe e se o gosto não for bom a gente deixa no prato e corre pra fila de novo.

Tudo hoje em dia é quase uma questão de buffet, você sai de casa, escolhe o que você quer, ‘come’ e depois somente que você digeri.  Mas será que foi sempre assim? Tudo bem que sempre foi uma questão de escolha, mas uma escolha assim, tão hora do almoço?

Eu já fiz minha opção, sou somente um homosexual, no sentido total da palavra, sendo do mesmo sexo e somente ele. Agora não se pode julgar quem está ainda à procura do seu EU (in)exterior.

Mas em um lugar em que tudo muda com uma velocidade enorme, mas que ao contrário de Nova Iorque, dorme depois das 2 da manhã, temos todos os tipos de escolha. Até mesmo alguém que começa de um jeito no meio do caminho pode mudar de opção. Eu conheço pessoas que quase no fim do caminho resolveram mudar, então? O que que custa ser feliz?

Agora, pra chegarmos a uma decisão final temos que experimentar tudo pelo menos uma vez? Creio que cada um tem o seus métodos, mas experimentar nunca matou ninguém ninguém, exceto quem experimenta coisas ilícitas em excesso.

Quando se toma uma decisão se chega à um fim, a uma pontuação, a um the end que pode mudar tudo na vida da gente. Vamos experimentar mas sempre lembrando que quando a gente muda, tudo muda, seja pra bom ou não. E que sendo heterosexual, homosexual, bisexual, trisexual, seja lá qual ser sexual seja você. lembre-se de que você será sempre você por dentro, e que a essência não pode mudar. Agora, experimentar uma saladinha diferente às vezes não faz mal à ninguém.